O POLEMICO

Traduções

Mostrando postagens com marcador POESIAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador POESIAS. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A CHUVA E A CEDE

A chuva cai
Matando a cede da terra
Lavando o sangue derramado

A cede de água
A cede do corpo
A cede da alma
A cede do sexo

Do que é por esse e por todos
Inclusive de ficar sedentos
Para se auto afirmar diferente
E assim a cede de poder

Do que é por esse
Que se derrama o sangue
Vários tipo de sangue
Inclusive o inocente

A chuva é abundante
A sua riqueza é infinita
Muitos aproveitam pouco
E poucos aproveitam muito

E os que muito aproveitam
Não gerem nova cede
Para que não derrame mais sangue
Cúmplice ou inocente

Alterando os fins da chuva
Na eminência do efeito da cede
Nessa orgástica geração do terror
A chuva cai pura

Acalmando a cede da terra
Depois dela tudo fica calmo
Muitas coisas se esquece.
Refletindo para vida saciável.



Naldão . Artes

domingo, 29 de novembro de 2015

NOS SUBÚRBIOS DA ALMA


As lembranças eficazes
Ficam na memória sem escrúpulo
Tolhendo sentimentos
Proibidos pela insensatez do destino.
 Eleva pensamentos vãos
Na esperança do ilusório
Aliviando a fome de uma crença
Que antes foi uma fé.

As palavras já são incapazes
Para transferir o que desabafava a alma
Fica interiorizado a mercê do tempo
Que se reza como a régua mágica
Mágica mas cega
Que por acidente acerta as faustosas linhas
Que foram escritos aqueles maldito afagos
Das tentativas frustradas da alma.

Quantas noites perdidas na imensidão
Quantos dia inflamados
Que se apega nas migalhas das distrações
Que ruge o silencio do amanhã
Na desilusão do que nunca isso será
Para absorver a desprezível realidade
Do o que acaba não retornará
Assim é viver padecendo
Até que o cego tempo venha tudo apagar.



NALDÃO .ARTES 2015

terça-feira, 31 de março de 2015

A NEGA MALUCA DE CHICO BREJEIRA

1
Dentre relataos da vida
Mais um caso vim achar
Premiado pelo destino
Essa história vou contar
Na regra dos sete pés
Em versos os contos fieis
Que o cordel vem nos dar

2
Essa história agora
É a de Chico Brejeira
Um malandro astucioso
Da vida faz só festeira
Achou uma Nega Maluca
De confundir qualquer cuca
Que astucia presepeira

3
Chico para uma festa
Vinha todo arrumado
Qaundo de frente da casa
De Marieta foi abordado
Marieta no desespero
Chico andava ligeiro
Por Marieta foi parado

4
Marieta escandalosa
Parando Chico dizia
Arrastando do meio da rua
Fazendo a maior agonia
Chico me acode aqui
Sei que tu vai se divertir
Mas ainda é cedo do dia

5
Era o dia da grande festa
Conhecida por micareta
Tem até trio elétrico
Com animação porreta
Era a banda preferida
Do Chico já na avenida
Mas tem que ajudar Marieta

6
Chico resolve ajudar
Pois se era só um favor
A festa podia esperar
Pergunta qual era a dor
Marieata respondia
Qua ali na cama havia
Um corpo que alma deixou

7
E de quem era o corpo?
Da dona Maria Santinha
Qua sofria a muito tempo
Ninguém pra cuidar tinha
Como a coitada morreu
Marieta então resolveu
Dá mais uma ajudinha

8
Pediu para o Chico ficar
O corpo magro olhando
Mas ele não gostou muito
A festa tava começando
Marieta tanto demora
Percussão batia na hora
Que o povão ia chegando

9
Marieta foi procurar
Mortalha pra defunta
Brejeira já agoniado
Pressa, calma não se junta
Marieta não vê demora
Chico diz vai ser agora
Mulher que não se assunta

10
O trio começou tocar
Chico se desesperou
Olhou pra todo lado
E Marieta não chegou
Ideia Brejeira tem
Já que isso lhe convém
O cinto da calça tirou

11
Pegou  a mulher morta
E amarrou na cintura
Saiu pra festa com ela
Curtindo essa aventura
Chamou de Nega Maluca
Era de arrepiar a nuca
Mas dançava com fervura

12
Para dar mais coragem
Chico bebia cachaça
Subia e decia ladeira
E chegou lá pela praça
Assim todo mundo curtia
Algo estranho alguns via
Mas todos caia na graça

13
Marieta chegou pra vestir
Só que não viu a morta
Chico não tava mais ali
Aberta tava a porta
Depois de muito deduzir
Pra delegacia acha de ir
Conta história torta

14
Depois de muito convence
O delegado de ir ver
Chico também se lembra
De volta resolve descer
Na casa dela aguarda
A defunta arrumada
Sem nada se perceber

15
Quando Marieta chega
Com delegado e tudo
Grita olha aí o ladrão
O criminoso absurdo
Deu um fim na mulher morta
Foi quando viram da porta
Bateu um susto graúdo

16
O delegado se reta
Marieta envergonhada
Tenta querer se explicar
Sem querer saber de nada
O delegado furioso
Sai num ar espantoso
E Marieta? Ô coitada!

17
De chico quer explicação
Brejeira não quer nem saber
Fala que sempre teve ali
Já precisava ir beber
Pra quê polícia trazia
Era assim que agradecia
Um favor que vinha ter?

18
Chico voltou pra festa
Marieta coçou a cabeça
Encaminhou o enterro
Pediu Chico desapareça
Que nada deu pra entender
Morto não quero mais saber
Pra que isso se esqueça

NALDÃO . ARTES

quarta-feira, 18 de março de 2015

DESEJO



DESEJO EM QUÍMICA PROIBIDA

Um amor valente e eterno
Uma mulher não sabe, mas sabe que te quer
Uma frenética sensação, de amor rejeitado.
Ou se não sem coragem...
Nos olhos, no coração, no silencio.

O sapato que me faze baixar a cabeça
O espelho que me reflete
A sombra que se ignora e se esquece
Traz a tona o oculto que já estou acostumada
Quantas vontades, quantas vontades escondidas

Meu corpo vibra, minhas entranhas latejam
Meus desejos se encantam...
Mas muita coisa me impede
Impede de sentir de ser tua...
Tua segunda parte, teu deleite.

Em sentimento físico
Um falo rígido me cutuca o colo
Um másculo viril dentre minha pernas
Me levando á loucura, saindo de me mesma.
Descobrindo os segredos do universo

Em cama sutra te engolindo
Em flor de lótus com delírios descomunais
Em desejo te vejo passar longe
E os meus fluidos se atraem há ti
Minha pelve contrai aos lábios que babam.

O sol brilha entre minhas pernas
Um vulcão larveja-me entre os dedos
A imensidão do universo em prazer
No orgasmo em pensamento em você
Que o destino me renega.

Contento-me com quem não queria
Contento-me com outro falo
Que me angustia com o pensamento em você
Comigo com meus dedos
Contento-me mais real em ti...

(Áliah Santos)




terça-feira, 21 de outubro de 2014

POESIA MODERNA E A POESIA NOSSA

MESTRA POESIA


Poesia mãe de todas as mães...
Do destino, dos dias claros e escuros da vida.
Reveladora e sentimental
Corajosa da verdade
Sofredora com o afagos.
Esperançosa do tempo.
Mestra poesia!
Traz a tona tuas agonias
Retoma
Relata
Tua luta incansável!
Encanta
Murmura
Faz teus gêneros com a realidade
Entre as comédias e as tragédias da vida
Desconformada
Conformada entre tudo e nada.
Humaniza teu concretismo
Suaviza tua rudez;
Teu impressionismo romântico...
É expressionista
Adentra e conforta as mentes cansadas
Mestra poesias!
Pérola dos sonhos,
Nascida das causas,
Pedra amolecida,
Na beleza da natureza
Arquiteta do mundo fantástico
Filha do deserto, do destino
Prisioneira das tradições
Moderna
Perdida na obesidade social.
Mestra poesia!
Resgata os perdidos
Alivia os gemidos dessas almas.
Nunca se acabe...
Essência de deus;
Singelo fenômeno.
Não fantasia nas tuas verdades.
Heroína do cosmo!
Fulgenta o fantasma da ilusão
Reconstrói, a compreensão
E não nos deixe sem ti
Nos caminhos do nada.

domingo, 4 de maio de 2014

sexta-feira, 29 de março de 2013

A FILHA QUE BATEU NA MÃE E VIROU CACHORRA


A MOÇA QUE BATEU NA MÃE E VIROU CACHORRA

Rodolfo Coelho Cavalcanti

Vou contar mais um exemplo
Dentro da realidade,
Pois toda alma descrente
Vive na obscuridade,
Tem um vácuo coração
Condena a religião
Com toda incredulidade.

Helena Matias era
Filha de uma religiosa,
Dona Matilde – mãe dela
Alma santa e virtuosa
Porem ela ao contrário
Era um falso relicário
Tipo mesmo vaidosa.

Em Canindé, Ceará
Deu-se esta narração
Helena Matias Borges
Foi transformada num cão
Por sua língua ferina
Transformou sua sina
Num mais horrível dragão.

Helena de vez em quando
Dava uma surra na mãe dela
Quando a velha reclamava
Um qualquer malfeito, ela
Com isso se aborrecia
Na pobre velha batia
Até que virou cadela.

Era uma sexta-feira santa,
Conhecida da paixão,
Helena disse à mãe dela:
- Quero me virar num cão
Se esta tal sexta-feira
Da paixão não é besteira
Da nossa religião.;

- Não diga isso, minha filha,
Que é arte do anticristo
Sexta-feira da paixão
Relembra o sangue de Cristo
Que por nós foi derramado!...
Disse Helena: - Isto é gozado....
Tudo é bobagem, está visto.

- Helena por Deus te peço
Não zombes do salvador
- Minha mãe, barriga cheia,
É algo superior...
Tudo isso são bobagens,
Cristo, padre, Deus, imagem,
Para mim não tem valor.

Na hora que gente nasce
Chora logo pra comer...
Eu quero comer jabá
Só se eu ouvisse Deus dizer:
“Helena não coma isto!”
Eu que não conheço Cristo
Nunca ouvi nem posso crer.

Quando Matilde, a mãe dela
Foi aconselhar Helena,
Esta deu-lhe uma bofetada
Sem piedade, nem pena
Que a velha caiu chorando
E a deus foi suplicando
Numa praga pequena.

- Tenho fé, filha maldita
Na santa virgem Maria,
Em todos santos do céu,
Que hás de virar um dia
Numa cachorra indolente
Para saberes, serpente
Que uma mãe tem valia.

Uma rajada de vento
Passou feito um furacão
Um raio caiu bem perto
Com o ribombar do trovão
A terra toda tremeu
Logo o sol apareceu
Dois segundos na amplidão.

Helena sempre a zombar
Se pôs a carne a comer
Vendo a mãe dela chorando
Queria mais lhe bater
Mas a justiça divina
Mostrou á filha assassina
O seu supremo poder.

Dona Matilde se pôs
Naquele instante a rezar
Uma tempestade horrorosa
Caiu ali sem esperar,
Chuvas, faíscas e ventos
Com elevado pensamento,
Foi à filha aconselhar.

Helena continuava
Fazendo profanação
Comia mais por despeito
A tal carne do sertão
E disse para a mãe dela:
- Deus me vire uma cadela
Se é que ele existe ou não?

Quando Helena disse isso
O rosto todo mudou
E cauda como cadela
A moça se transformou...
Uma cachorra horrorosa
Espumando e furiosa
Naquela hora ficou.

Tinha cabeça de gente
Com a mesma feição dela
Mas o corpo até a cauda
Era uma terrível cadela...
Foi Helena castigada
Uma filha amaldiçoada
O castigo pegou nela.

Ali dentro do Canindé
A noticia se espalhou
A cachorra nesta hora
Muita gente estraçalhou
Ninguém pode matar
Cercaram para pegar
Porem ninguém a pegou.

O animal furioso
Horrível, endemoninhado,
Passou pra Pernambuco
Feito um lobo esfomeado...
Foi visto em Juazeiro
Quase matando um romeiro
De padre Cicero sagrado!

Há uns três anos passados
A tal cachorra assassina
Quase mata uma criança
Na cidade de Petrolina,
Voltou de novo a Cocal
E na estrada de Sobral
Mordeu uma pobre menina.

Em janeiro deste ano
Ela esteve na Bahia
Passou perto de Tucano
Desceu a Santa Luzia,
Passou pelo Jacuipe,
Depois chegou a Sergipe
Fazendo a mesma agonia.

Dizem que ela sempre ataca
Quando a noitinha aparece
Tem a cabeça de moça
Assim no mundo padece
Tendo o corpo de cachorra
Vive ela numa masmorra
Da mãe dela não esquece.

Duas vezes que ela foi
A zona do seu sertão
Para pedir à mãe dela
Seu sacrossanto perdão,
Com o padre se avista
E diz que ela resista
Se quer ter a salvação.

A penitencia da moça
É vinte anos sofrendo
Por isso que ela padece,
Uivando, se maldizendo
Pegando de noite gente
É uma cachorra valente
Que a anos vem aparecendo.

Afirmam que ela já foi
Há pouco desencantada
Mas é boato, pois, já
Neste mês foi avistada
No sertão de Água-Bela
E é a mesma cadela
Do Ceará encantada.

A toda moça aconselho:
- Tenha juízo bastante,
Uma mãe é pra cem filhos,
Diz o adágio importante,
Zombar de mãe é espeto
Quem escreveu o folheto
Foi Rodolfo Cavalcante.


RODOLFO COELHO CAVALCANTE – o jornalista, poeta e trovador alagoano (1917-1986) foi palhaço e camelô fazendo propagandas nas portas das lojas, membro de várias associações literárias e fundou alguns periódicos como “A voz do trovador”, “O trovador” e “Brasil poético”. Criou as agremiações, contam-se a Associação Nacional de Trovadores e Violeiros (ANTV) e o Grêmio Brasileiro de Trovadores (GBT).

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O JULGAMENTO DE LAMPIÃO


1
Lampião quando morreu      
Foi pro julgamento final
Sem medo do fez
Na balança do bem e do mal
De um lado satanás com fervor
Doutro a compaixão de nosso senhor
Avaliando seu destino eternal
2
Irreverente diz satanás
Agora é sem confusão      
Pois quem vem chegando
É o famoso Lampião
Fera raivosa e viril
Só pecados tem mais de mil
Não se importa pro teu perdão
3
Calmo diz nosso senhor
Não pense que dobre
Eu sei o que ele fez
Foi tudo em favor dos pobres
Diferente que eu usei amor
Ele devolveu a dor
Obtida com os nobres
4
O que? Te ofereci tudo
Á dois mil anos a traz
Fama império e muito mais
Porem você não aceitou
já sou dono me zombou
E se rende á uma alma fugaz?
5
Primeiro eu quero ouvi
O que tem á dizer o réu
Diz Virgulino Lampião
Não me importa inferno ou céu
Porque do mundo que eu vim
E a coragem dentro de mim
Continuo orando meu chapéu

6
Enciste o nosso senhor
Arrependas dos crimes teus
Diz destemido Lampião
Se perdoas pecado meu
Eu fico sim muito grato
Mas não põe o retrato
De trair o que me deu
 7
Satan´s fala alegre
Este não quer ir pro céu
Assim me dá vantagens
De lhe mostrar do féu
Já que ele é um bandido
No inferno será querido
Vai comandar o baixaréu
8
Lampião que é aventureiro
O céu não dá pra mim
No cão corrijo pecador
Do ultimo morto até Caim
Pegar esfrega com satanás
Mesmo que fico pra traz
Comigo sempre foi assim
9
Se não se arrependes
Então eu lhe autorizo
Satanás fala com medo
Por que autoriza isso
Mesmo com Esse autorizar
Essa fera no me vencerá
Seria uma vergonha pro canisso
10
Lampião ficou ansioso
Pra baixar fogo no inferno
Mesmo com tanta pestilência
Nada pra ele era moderno
Pois aqui no sertão
Passou fome dormiu no chão
Importa descanso eterno?
11
A notícia chegou no inferno
Os cães ficaram com medo
Mucufaia diz pra Fofoca
Tenho aqui um segredo
Um e-mail do julgamento
Lampião neste momento
Tá esquentando o espeto
12
Cão Fofoca já mais
Segurou sua língua
Contou pra Notícia Ruim
Durante uma mandinga
Logo o segredo se espalhou
Um desespero se tornou
Cão já quebrava a moringa
13
Cão Raivoso pulava
Quebra-quebra reagiu
Cão angustia tomou conta
Foi cão topete quem caiu
Se levanta classe alta
Com postura se exalta
E pobreza foi quem fugiu

14
Já no céu foi diferente
A decisão entristeceu
Queriam Virgulino lá
Pois ele não era ateu
Na alegria ou na aflição
Agradecia em oração
Sempre lembrava de Deus
15
Lampião baixou no inferno
Trazendo uma surpresa
Outros cangaceiros o seguiu
Com Valentia e destreza
Quando pôs os pés ali
Viram coisa tremer e cair
Grita um que danadeza
16
A cabroeira atirou
No comando combinação
Eram diabos que voavam
Outros caiam no chão
Nada mais podiam enxergar
Esperaram a poeira baixar
Nem mais pé ou asa de cão
17
Satanás se ajoelhou
Nos pés de Lampião
Classe alta não gostou
Dizendo que papelão
Lampião mandou rancar
Pra ele nunca mais falar
Língua do fanfarrão
18
Lampião sempre comeu
Do pão que o diabo amassou
Invadiram a padaria
O funcionalismo mudou
O diabo nunca ouviu falar
Mas ele vai ter que acostumar
Com o pão que Lampião assou
19
E disse Virgulino
Vamos montar um estado
Novo e anarquista
Bem justo e bem formado
Satanás vai ser o presidente
Eu serei um juiz quente
Já tá feito e votado
20
Deste dia pra cá
O inferno tá diferente
Ninguém nunca mais sofreu
Tem cão vivendo contente
Só vai arder no caldeirão
Quem desobedecer então
Satan e o juiz quente.

Francisnaldo Silva de Souza
NALDÃO

Esse cordel foi montado como peça para teatro de rua com a copanhia de teatro Encenações, na direção de Naldão no de 2011.
foi apresentado em:
Seabra
Baixa Grande
Bonito
e Morro do Chapéu 
.FOTOS

OUTROS CORDEIS
BESTEIRA DE MATUTO
E NOIS É OS GATÃO
MARTELO AGALOPADO

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Musicas de Teatro de Rua

PARLENDAS

TEATRO DE RUA (MUSICAS) 
ARTE MARAVILHOSA
É A ARETE MARAVILHOSA
CHEIA DE TANTOS MIL
É A ARTE MARAVILHOSA 
ENTRE AS MAIS BELA DO BRASIL
(RITMO REFRÃO DE CIDADE MARAVILHOSA)
NALDÃO
EU ACHO! EU ACHO!
QUE QUEM FAZ ARTE E CULTURA
NÃO PÓDE FICAR POR BAIXO
EU ACHO! EU ACHO!
QUE QUEM FAZ ARTE E CULTURA
NÃO PODE FICAR POR BAIXO
E O TEATRO,
É A CANTORIA,
É O REISADO, A CHULA E A POESIA (REPETE)
PARÓDIA DE "QUEM ROUBOU MINHA CUECA"

NALDÃO
ATOR E PROFESSOR DE TEATRO 
MORRO DO CHAPÉU
COMPANHIA DE TEATRO

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

conheça o Cordel Nosso

O MAIOR DA NOSSA LITERATURA
O CORDEL NOSSO FOI CRIADO POR NALDÃO NO ANO DE 2004, COM A ESCAÇÊS, O SUMISSO DESSA LINHA LITERÁRIA TÃO BRASILEIRA NORDESTINA QUE É O CORDEL,
NAS ESCOLAS DO NORDESTE BRASILEIRO ASSIM COMO EM TODO BRASIL DEVERIA AVER TAMBÉM ESSA NOSSSA LITERATURA E SEUS ESCRITORES NOS LIVROS DIDÁTICOS, ENQUANTO SÓ RECEBEMOS COMPULSIVAMENTE A LITERATURA DO SUL E EUROPA.
 O CORDEL VIAJA DESDE OS TEXTOS MAIS CLASSICOS ATÉ AS LINGUAENS POLPULARES, NOS CONTOS, NAS LENDAS E MITOLOGIAS DO NORDESTE, VALORIZANDO SUA LINGUAGEM ORIGINAL UNINDO VERSOS E FAZENDO PADRÃO MUSICADOS E RECITADOS, POR ISSO CONHEÇA O 
"CORDEL NOSSO"
CORDEL NOSSO

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O JULGAMENTO DE LAMPIÃO



postado por ENCENAÇÕES TEATRO em ENCENAÇÕES CULTURA POPULAR - 1 dia atrás


PEÇA DE RUA O JULGAMENTO DE LAPIAO
A peça teatro de rua "O Julgamento de Lampião" foi retirada do cordel "O
Julgamento de Lampião"
O cordel foi escrito por Naldão em 2006

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

CONSCIÊNCIA NEGRA


CONSCIÊNCIA NEGRA?
CONSCIÊNCIA NEGRA?

PORQUE NÃO CONSCIÊNCIA HUMANA?

QUEM PRECISA TER CONSCIÊNCIA?

O ESCRAVIZADO,
OU O ESCRAVIZADOR?
O IGNORANTE,
OU O SÁBIO QUE NÃO ENSINA?

QUEM PRECISA TER CONSCIÊNCIA?

A CRIANÇA MAL TRATADA,
OU O ADULTO IRRESPONSÁVEL?
A PROSTITUTA,
OU O EXPLORADOR?

QUEM PRECISA TER CONSCIÊNCIA

A COMUNIDADE FAMINTA,
OU POLÍTICO CORRUPTO?
QUEM MORRE,
OU QUEM MATA?

OS NEGROS NÃO PRECISA TER
ESTES TIPOS DE CONSCIÊNCIAS

PRECISA BUSCAR O SEU VALOR
E ENSINAR PARA:
NEGROS,
BRANCOS,
AMARELOS,
VERMELHOS E TODAS AS CORES COM TODAS AS RAÇAS

O NEGRO PRECISA SER PROFESSOR
DA SUA CULTURA

UM MESTRE DA SUA BONDADE

O NEGRO PRECISA SER:
CATIVADOR DOS SEUS VALORES,
E COBRADOR DO SEU RESPEITO,
POIS QUEM DAR PRECISA RECEBER
E ESSA CONSCIÊNCIA NÃO DEVE SER SÓ NEGRA.

TEM QUE SER DE QUALQUER COR
DE QUALQUER RAÇA
E EM QUALQUER LUGAR.

PORQUE ISSO É SER GENTE
É SER HUMANO
E NÃO PESSOAS IGNORADAS
PELO PRECONCEITO E PELO EGOÍSMO.




(NALDÃO)
Francisnaldo Silva de Souza
03/12/2009 - Morro do Chapéu Bahia
Cia Esquisocenicos